quinta-feira, julho 26, 2007

Mais confusão na licitação das frequencias 3,5GHz e 10 GHz

Roberto Pinto Martins, secretário de telecomunicações do Ministério das Comunicações, diz que a Anatel deveria incluir a novíssima tecnologia do WiMAX móvel, já que vai publicar uma nova versão do edital de licitação das freqüências de 3,5 GHz e de 10,5 GHz (o edital do WiMAX, pois WiMAX funciona em 3,5 GHz).
Ércio Zilli, diretor-presidente da Associação Nacional das Operadoras Celulares, discorda.Incluir WiMAX móvel no novo edital muda muita coisa, diz Zilli. A freqüência de 3,5 GHz se destina à telefonia fixa (STFC) e à telefonia celular (SMP). Logo, a Anatel teria de mudar a destinação dessa freqüência. Se a Anatel permitir que operadoras fixas usem algo como WiMAX móvel, vai obrigar as celulares a alterar os modelos de negócios. Pior, diz Zilli: os interessados nas licenças da terceira geração da telefonia celular podem sumir.Os membros da Acel devem estudar a idéia melhor e logo depois distribuir um comunicado oficial.
Pedro Jaime Ziller, conselheiro da Anatel, ainda não participou de nenhuma reunião com técnicos do Minicom, para ouvir deles a lógica desse WiMAX móvel. Mesmo assim, Ziller acha que o edital deve ficar como está: as concessionárias não devem conseguir freqüências para instalar WiMAX na sua área de concessão.
Ziller não se deixa comover com idéias como obrigar as concessionárias a esperar um pouco antes de instalar WiMAX, ou como permitir que as concessionárias usem o WiMAX para levar acesso a regiões remotas ou pobres. Freqüências altas como 3,5 GHz não servem para regiões remotas (o sinal não vai muito longe), mas servem bem para levar banda larga a moradores de grandes cidades. “Já conhecemos essa conversa de longa data”, diz Ziller. “Não é a universalização que está em jogo com 3,5 GHz.”

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